Case Rudolph

PREACTOR AJUDA A RUDOLPH USINADOS A REFINAR A GESTÃO DA PRODUÇÃO. 

 

A Rudolph Usinados S/A foi criada em 1965 focada na fabricação de ferramentas para relojoeiros. Atualmente a empresa é uma referência no segmento de usinagem, fornecendo produtos usinados de alta qualidade para vários segmentos industriais, incluindo o de automóveis e de eletrodomésticos.

Com mais de 8.300 m² construídos em terreno com mais de 173.600 m², A Rudolph Usinados S/A está sediada no município de Timbó/SC (Sul do Brasil). O grupo empresarial ainda possui outras subsidiárias e coligadas: Usitim, Rudolph Fixações e Rudolph Usinados SK (Eslováquia).

Com uma receita operacional líquida anual de cerca de R$ 51 mi, a Rudolph Usinados emprega 450 colaboradores.

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No decorrer da ultima década a Rudolph aprimorou seus sistemas de gestão da Qualidade, Engenharia, Suprimentos, Logística e Produção e incorporou novas e melhores funcionalidades em seu ERP através de parcerias com empresas de software. Também em parceria com a empresa Robert Bosch, a Rudolph implantou de forma exitosa o sistema Just in Time (Kanban, FIFO).

Os esforços valeram a pena, pois a empresa conseguiu resultados significativos no desempenho das entregas (IFE), maior assertividade e confiabilidade nos apontamentos e controles de produção e mapeamento detalhado dos processos produtivos, para citar alguns exemplos.

Em 2012 a Rudolph já havia, portanto, atingido um elevado nível de eficiência em suas operações, com um desempenho de entregas próximo a 92%, porém seus dirigentes perceberam que ainda havia espaço para seguir na busca pela excelência operacional.

A empresa desejava diminuir o tempo de resposta para seus clientes e, ao mesmo tempo, elevar a segurança para informar quanto e quando poderiam fazer as entregas. Foi quando concluíram que um software especialista em planejamento e programação da produção com capacidade finita era o que precisavam.

Com produção essencialmente contra pedidos, a Rudolph desejava uma ferramenta que permitisse a simulação de vários cenários de produção para melhor embasar as decisões, mas que também servisse para gerar rapidamente novos cenários no caso de necessidades de reprogramações provocadas por manutenções não planejadas, falta de colaboradores, troca de prioridades, mudanças de datas e quantidades dos pedidos, por exemplo.

Para ilustrar a dimensão da complexidade da programação da produção, a Rudolph possui mais de 800 recursos produtivos e, em geral, os produtos possuem entre 5 e 25 operações. Os pedidos sofrem frequentes alterações de datas e/ou quantidades e as reprogramações fazem parte da rotina diária da empresa.

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Para escolher o software adequado às suas necessidades a Rudolph estabeleceu alguns requisitos mínimos:

  • Sequenciar a produção minimizando tempos de setup, sem comprometer datas de entrega;
  • Planejar a necessidade de mão de obra a curto, médio e longo prazo;
  • Otimizar a compra de matéria prima e insumos;
  • Reagir a eventos inesperados;
  • Criar cenários de entrega;
  • Planejar a produção contemplando as manutenções preventivas;
  • Controlar operações terceirizadas.

O processo de implantação do software Preactor 400 APS iniciou em meados de Setembro de 2012, com o apoio da APS3 (Preactor Gold Solution Provider baseado em Curitiba, Paraná).

Alterações no quadro de colaboradores da Rudolph que integravam o projeto, pouca clareza da finalidade do software por parte de algumas pessoas da Rudolph, complexidade dos itens, quantidade de recursos e restrições operacionais foram alguns dos desafios que tanto a Rudolph quanto a APS3 tiveram que superar ao longo do projeto.

A equipe do projeto da Rudolph pesquisou e visitou algumas empresas com o objetivo conhecer as lições aprendidas e poder usá-las no seu caso para obter os êxitos esperados em pouco tempo. Como resultado, a empresa descobriu o quanto seu caso era particular.

A empresa precisou amadurecer ao longo do processo de implantação e isso resultou numa série de regras e parametrizações aderentes às suas necessidades. Concluíram que não há uma fórmula pronta, o sistema deve ser modelado e personalizado para cada empresa e que esta é uma das grandes virtudes do Preactor.

O Preactor entrou em operação no final de fevereiro de 2013, apenas um mês após a data planejada devido às dificuldades que surgiram durante o projeto. Atualmente a Rudolph sequencia no Preactor cerca de 6.500 operações por vez.

Com a implantação do Preactor, algumas alterações estruturais foram feitas. Inicialmente a equipe de PPCP era composta por 1 coordenador e 4 planejadores. Atualmente a equipe é conta com 1 coordenador, 3 planejadores e 1 analista de planejamento. Uma mudança aparentemente sutil, mas isso permitiu que a Rudolph dedicasse um profissional para focar e tratar melhorias no planejamento e na programação, lucratividade e controle de OEE, ocupação fabril e redução dos estoques.

Com esta alteração a Rudolph iniciou o processo de otimização de tecnologias (melhoria da utilização dos recursos produtivos). Simulando inúmeros cenários de produção conseguiu melhorar e ampliar a assertividade nas tomadas de decisões como, por exemplo, a contratação de mão de obra, a ampliação de algumas áreas produtivas e redução de outras.

Após 12 meses do Preactor em funcionamento, os resultados foram consolidados:

Rudolph Foto3 - Indicadores

As metas de desempenho de entrega e frete especial foram afetadas, pois no decorrer dos meses de fevereiro a maio de 2013, o PPCP teve que lidar com um déficit de mão de obra, gerando atrasos inevitáveis. Estes atrasos, por consequência, geraram fretes especiais. No entanto, a empresa separou o resultado do segundo semestre de 2013 e constatou que o desempenho das entregas foi de 95,65%, muito próximo da meta de 96%.

A Rudolph está confiante que todas as metas serão atingidas em 2014 com o amadurecimento do uso do Preactor, a restruturação da equipe de PPCP e o apoio das outras áreas da empresa